Fibras de Coco para produção de Mudas de Alface

25 de agosto de 2019
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Fibra de coco para produção de mudas de alface

O aproveitamento da casca de coco verde é viável por suas fibras serem quase inertes e terem alta porosidade, aumenta a retenção de umidade, aumenta o crescimento de raiz, e eleva a multiplicação de organismos benéficos ao solo.  Esse subproduto agrícola é fator de degradação ambiental, em função de sua distribuição difusa e alto tempo de decomposição, além disso é um produto facilmente renovável e sustentável, com isso não agride o meio ambiente.

Objetivos dos estudos com as fibras de coco verde

Utilização da fibras de coco para produção de mudas de alface (Lactuca sativa L.) em substituição do substrato comercial.

Realizou-se no período do inverno em uma casa de vegetação com ambiente de proteção, com quatro tratamentos, são eles:

  • Em primeiro lugar com 100% substrato comercial ,
  • Em segundo lugar com 25% húmus de minhoca e 75% fibras de coco,
  • Posteriormente com 50% húmus de minhoca e 50% fibras de coco,
  • E depois disso com 75% húmus de minhoca e 25% fibras de coco.

A semeadura da alface foi feita em bandejas de isopor. O fertilizante húmus de minhoca,  foi produzido no processo de vermicompostagem (esterco bovino leiteiro), portanto, teve sua realização feita por minhocas da Califórnia (Eisenia foetida). A irrigação foi  manual, ou seja, com a utilização de regadores com água uma vez ao dia.

Resultados alcançados

Aos 41 dias após a semeadura as mudas,  foram feitas avaliações agronômicas e observou-se que a fibra de coco é uma alternativa agroecológica para os produtores de mudas de hortaliças, ou seja,  podem ser utilizada junto com húmus de minhoca  até a proporção de 50% da mistura.

mudas de alface

Figura 1: Produção de mudas de alface nas diferentes proporções de húmus de minhoca e casca de coco. Fonte: Huber, 2019.

Figura 2. Muda de alface com substrato a base  de  húmus de minhoca e casca de coco  pronta para o transplante. Fonte: Huber, 2019.

 

Autora:

ANA CLAUDIA KALIL HUBER, Drª. Engenheira Agrônoma, Professora URCAMP, Bagé, RS.

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